Assine o Feed desse BlogEu gosto muito da palavra ” impressionante “. Então, impressionante! Tem o Jazz, o Yorkshire da pousada. Um cachorrinho já idoso e incompreendido. Ninguém dá bola para ele, não entende que ele é de guarda e está apenas fazendo o trabalho dele ao latir. Ele é escurraçado, desrespeitado, ignorado. Eu morro de dó. Pois a dona dele foi viajar e o deixou sozinho ao deus dará na pousada. Ele ficou perdido, sem referência, tadinho. E logo, logo ele estava me seguindo para todo lado e foi dormir comigo.
Quando estou em São Miguel do Gostoso, eu gosto de tomar café da manhã vendo o mar. Eu procuro a mesa e a cadeira onde a visão é melhor, mesmo que seja por uma nesguinha no muro. A moça do restaurante, a da limpeza, a da recepção, todas sabem que eu quero achar o mar pela manhã e riem. Dependendo do sol eu mudo de mesa, ajeito a cadeira, troco xícaras e talheres e mudo o adoçante. E isso, todo dia. Todo dia a procura da melhor visão do mar.
Quando eu era criança eu adorava os contos de fadas com as princesas lindas, os príncipes garbosos e a indefectível bruxa que era a parte ruim da história e que fazia o impossível, com magia, para afastar a felicidade da princesa. Toda menina queria ser uma princesa. Toda. Até eu. Por anos os meus sonhos foram moldados para ser a princesa da vida real. Achar o príncipe era fundamental. Eu estava mais para Gata Borralheira porque meus pais não eram aqueles rei e rainha carinhosos e protetores.
Há muitos anos atrás, um livro fez muito sucesso. A premissa dele era que todo mundo é incompetente. Um sujeito começa a trabalhar numa firma e é muito bom no que faz. Então ele vai sendo promovido até um cargo no qual ele não é bom o suficiente. Ou seja, se torna incompetente para aquele cargo. E fatalmente estaciona nele, não sendo mais promovido. Ultimamente tenho lembrado bem dessa idéia mas sendo aplicada na vida emocional.
Nós não somos propriamente vizinhos. A gente mora em cima do morro e eles lá do outro lado do rio, na baixada. Porém, entre nós apenas pastos. Os pastores do vizinho acharam a nossa casa e começaram a comer a ração que ficava no pote da varanda, à noite. Quem vinha era principalmente a pastora branca. Quem o Pepê perseguiu e espantou aqui de cima. Fiquei fascinada com os pastores: a fêmea branca e dois machos pretos enormes. Tanto que fui indagar na cidade sobre eles.
Liguei para minha médica dizendo que eu não estava muito bem. Os pulmões haviam melhorado mas estava “sei lá, né”. Para quem não entende, o estado “sei lá, né” denota um incômodo muito grande, indescritível. Fiz um breve apanhado da minha vida nos últimos tempos e o diagnóstico dela foi preciso: você está com muita raiva interna. Eu argumentei que minha raiva era externa mesmo. E que estava tomando todas as providências cabíveis para aplacar esta raiva tão grande.
Fui convidada para a ceia de Natal na casa da sogra da minha filha. Agora vamos analisar a frase acima. Há menos de uma ano eu não tinha filha, não tinha genro e não iria de jeito nenhum a uma ceia de Natal. O legal da história toda é aceitar mudanças. Ficar aberta para o que a vida oferece e não ter medo de abraçar coisas novas. Eu estou me divertindo muito com tudo isso. Ao mesmo tempo, não lembro de fase com mais problemas sérios que agora.
Quem acompanha ou já acompanhou novelas da Globo, vai perceber que a tônica da novela são relacionamentos complicados geralmente entre pessoas que se amam e se odeiam ao mesmo tempo. Vemos um fazer barbaridades com o outro e logo depois estão novamente conversando, interagindo, se encontrando em festas e acontecimentos familiares. E, por acontecer na televisão, as pessoas acham que o mesmo deve ocorrer na vida real. Discordo veementemente.
Para mim, o uso de computadores se divide em duas Eras: a Era Pré-WiFi e a Era do WiFi. Antes do WiFi, usar o computador era algo estático, por isso a maioria das pessoas tinha um desktop num lugar especial da casa e provavelmente outro no trabalho. A interação com o computador tinha hora certa, lugar certo. Depois do WiFi, qualquer lugar da casa era lugar de computador, justificando então uma máquina portátil, o notebook. Filmes na cama, trabalho na mesa do café da manhã, navegar na internet na
Eu estou trabalhando muito. Venho atendendo muitos pacientes todos os dias e casos cada vez mais complicados. Semana passada fui no meu limite e sucumbi. Precisava descansar urgentemente porque estava dedicando toda minha energia para o trabalho e problemas da casa e não sobrava nada para mim mesma. Fui deixando de me cuidar, de fazer unhas, sobrancelhas, maquiagem, até escolher minhas roupas e minha dieta foram postas de lado. Na sexta-feira fui trabalhar de moletom, tênis e óculos.
Eu trabalho como única clínica geral na UBS de minha cidade fazendo ambulatório diário. A cidade tem por volta de 6 mil habitantes e praticamente todos são meus pacientes. Meu dia a dia é tratar doenças ocasionais e principalmente fazer pesquisas e diagnósticos periódicos dessa população. Dependendo da idade do paciente, esses check ups podem ser anuais, semestrais ou bienais. As pessoas me procuram para “dar uma geral” e podem ou não ter sintomas.
Hoje não fui trabalhar porque estou de folga abonada. Funciona assim: você trabalha vários meses além do horário previsto e ganha a tal folga abonada. Eu queria ter viajado, ido para São Paulo no shopping, comprar lençóis na Bigi e quem sabe consertar alguns aparelhos que precisam ser consertados lá. Não deu. Eu estava morrendo de preguiça e demorou uns dois dias para eu começar a virar gente. Daí, o cachorros fizeram muita bagunça na hora de dormir e eu acabei não dormindo nada.
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Eu estava indo para o trabalho e na frente da escola percebi no ponto de ônibus, sozinho, um cachorrinho preto minúsculo. Com certeza ele não deveria estar naquele lugar sozinho a não ser que tivesse sido abandonado. Passei direto com o carro mas não consegui parar de pensar no bichinho durante a ta
Blog é uma ferramenta de publicação de conteúdo na internet. O blog é tão versátil que comporta diversas formas e seu limite só é dado pela imaginação do dono do blog. Por exemplo, optei por colocar meu livro online numa plataforma de blog, o Manual do Deprimido . Minha intenção era disponibilizar o
Estou disponibilizando online o Manual do Deprimido . Um livro para ajudar a passar essa fase chata e desagradável. Espero que gostem. Manual do Deprimido . Copyright. Todos os Direitos Reservados. Liliana Pellegrini. Manual do Deprimido.
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